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Doenças bacterianas, virais, parasitárias e metabólicas de pequenos e grandes animais

A linha de pesquisa encontra sustentação no Plano Nacional de Pós-Graduação – PNPG 2011-2020 (CAPES, 2010), com relação aos itens destacados nos documentos setoriais, enfoca as seguintes tendências temáticas: sustentabilidade da produção, economia de baixo carbono, defesa agropecuária, saúde e nutrição animal e saúde pública. Além disso, com o aumento da população de animais de companhia (cães e gatos), utiliza-se o moderno conceito de saúde única, que engloba a saúde animal e as questões relacionadas a saúde pública.

Dentre as áreas de atuação do Mestrado Profissional em Produção e Sanidade Animal (MPSA), voltado especialmente para médicos veterinários, estão às pesquisas relacionadas à etiologia, patogenia, epidemiologia e diagnóstico laboratorial de doenças transmissíveis e não transmissíveis de animais.

Grandes Animais

A prática clínica em grandes animais possui imenso apelo social e econômico para Santa Catarina. Com o controle eficaz de suas barreiras sanitárias, Santa Catarina possui o status de único estado brasileiro livre de febre aftosa sem vacinação, sendo benéfico para o setor produtivo como um todo.

Neste segmento, a bovinocultura de leite é uma atividade predominantemente familiar em pequenas propriedades, no entanto através das associações e cooperativas a torna competitiva em nível nacional em virtude do baixo custo para a sua produção em comparação a outros estados.

Todavia, dentre a diversidade de enfermidades que podem comprometer e impactar negativamente a atividade, as de origem parasitária exigem atenção especial do profissional que atua neste setor. Dentre as doenças parasitárias destaca-se a Tristeza Parasitária Bovina (TPB), cujos patógenos são transmitidos pelo carrapato e provocam queda da produção leiteira, bem como risco de óbito dos animais parasitados. Somam-se os problemas causados pela Fasciolose, responsável por perdas em bovinos e ovinos de corte. A busca de um manejo sanitário eficaz, mesmo em áreas infestadas, por meio do desenvolvimento de vacinas ampliará a exploração de bovinos em zonas geográficas do estado limitadas por este problema. Outros distúrbios que afetam os bovinos envolvem transtornos reprodutivos, como a Neosporose, bem como metabólicos quando o desequilíbrio do balanço energético reflete na redução da produção leiteira, e nas acidoses metabólicas e deslocamento de abomaso no pós-parto.

Outras áreas de atuação do programa serão os estudos de diagnóstico de enfermidades virais e bacterianas, tais como, clostridiose, leptospirose, rinotraqueíte infecciosa bovina, diarreia viral bovins, leucose, etc. e aprimoramento de protocolos vacinais.

Pequenos Animais

Com a evolução de mecanismos diagnósticos e terapêuticos, enfermidades estão sendo compreendidas e devidamente controladas em pequenos animais. Na dermatologia veterinária, casuística importante dentre as especialidades deste segmento, novas formas terapêuticas têm sido oportunizadas para ampliar as possibilidades de tratamento pelo profissional. O uso de fitoterápicos tem sido objeto de muitos estudos para propiciar alternativa ao tratamento de muitas dermatopatias, inclusive as otopatias em cães. Dada a vasta flora natural brasileira ainda inexplorada para fins veterinários, o estudo da sua utilização, não só na dermatologia, deve ser ampliado. Na oncologia veterinária, especialmente dentre os neoplasmas cutâneos e mamários, a compreensão da epidemiologia, desenvolvimento e tratamento dependem de estudos populacionais regionais para compreender e correlacionar os achados aos estudos anatomopatológicos e clínicos.

Considerando a diversidade de doenças em cães e gatos, as terapias propostas pelos centros de referência devem ser compartilhadas e compreendidas para fornecer alternativas farmacológicas para uso na atividade do médico veterinário.

Além dos segmentos apresentados, o manejo e controle de doenças infectocontagiosas em pequenos animais possui papel importante na casuística.